voltar atrás Orquídea


As razões para se classificar as orquídeas com um nome são várias, mas destacaremos as seguintes como as mais importantes segundo o ponto de vista dos orquidóflos:

- É útil para se poder identificá-la facilmente aquando de conversas com outros orquidófilos e assim poder pedir ajuda ou simplesmente amaldicoá-la.

-Permite-nos encontrar informação específica a essa planta, deste modo é mais fácil aprender as técnicas ideais para o melhor cultivo.

-Podemos descobrir o seu pedigree e assim estudar e compreender a sua linhagem.

-As orquídeas para serem apresentadas em exposições e julgadas devem ter um nome.

-Finalmente, ter uma resposta para quando nos perguntarem o seu nome, hábito enraizado na maior parte das pessoas.

 

A denominação taxonómica dos seres vivos é feita em latim (por tradição) e de forma a relacioná-los entre si. Deste modo existem regras definidas e convenções a serem seguidas. Actualmente o nome baseia-se num sistema binomial, ou seja, com dois nomes , por exemplo:

Oncidium crispum

O primeiro nome (Oncidium) refere-se ao género da orquídea, começa sempre por uma maiúscula. O segundo nome (crispum) é o epíteto específico, sendo portanto específico da espécie a que a orquídea pertence. Este começa sempre por minúscula. Ambas as partes escrevem-se em itálico ou com sublinhado e são sempre latinizados, para as espécies. Para o nome dos híbridos a segunda parte não é latinizada.

Ainda podemos ter um terceiro nome, o epíteto clonal, ou nome clonal. Em geral só se dá o nome clonal às melhores plantas, embora se possa fazê-lo para todas as que são criadas a partir de semente, já que cada uma delas terá um património genético único. O nome clonal pode ser constituído por várias palavras e números, deverão começar por maiúscula, não serem latinizadas e entre aspas simples. Por exemplo:

Oncidium crispum 'Lusorquideas'

Neste caso Lusorquideas é o nome que se dá por querermos nomear uma planta específica de todas as que pertencem à espécie Oncidium crispum. Pela razão de querermos salientá-la por ter alguma característica diferente das outras, como uma pétala maior, por exemplo, ou por ter algum valor emocional.

Os híbridos são criados aquando do cruzamento de espécies diferentes ou de espécies com híbridos ou entre híbridos. As orquídeas têm a particularidade de se poderem cruzar facilmente entre géneros diferentes (quando comparadas com outras famílias), embora nem sempre seja possível. Estes cruzamentos entre géneros, intergenéricos, criam uma grande quantidade de híbridos que pertencem a novos géneros artificiais (no sentido de não existirem na natureza) , por exemplo, suponhamos:

Wilsonara Castle Issa

Wilsonara é um género criado a partir de espécies dos géneros Cochlioda, Odontoglossum e Oncidium, através de cruzamentos sucessivos. O nome Castle Issa é o nome que se dá ao cruzamento que originou esta planta, escolhido pela pessoa que regista o cruzamento na Royal Horticultural Society. Este nome indicativo do cruzamento deverá começar por maiúscula e pode ter mais de uma palavra não latinizada. A todas as plantas que pertencem a este cruzamento chamamos de grex (Castle Issa). Por vezes o nome do cruzamento ainda não foi escolhido e registado por quem o fez e poderemos ter a informação das plantas progenitoras, por exemplo:

Oncidium Issaku Nagata ‘Full n Flat’x Odontioda Castle de Ux ‘Blackberry’ HCC/AOS

O primeiro nome, por convenção é o nome da planta que produziu as sementes (actuou como fêmea) e a segunda é o nome da planta que deu o pólen. A parte que diz HCC/AOS está no nome da segunda planta devido a esse clone (Blackberry) ter ganho uma condecoração num julgamento da AOS (American Orchid Society). Nestes casos, a premiação passa a fazer parte do nome completo dessa planta específica (desse clone), mas não de todas as plantas desse cruzamento ( Odontioda Castle de Ux ).

O nome completo das orquídeas, incluindo a premiação, quando existente, permanece para todas as plantas resultantes da divisão ou da clonagem eficaz da planta original.

Por vezes aparece a designação xself na etiqueta de uma planta, por exemplo:

Aspasia lunata 'Hamburg' xself

Isto significa que a mesma planta produziu as sementes e deu o pólen para o cruzamento, foi uma autopolinização que levou à autofecundação. Também se encontra, por vezes, xsib ou xsibling nas etiquetas. Isto quer dizer que a planta que deu o pólen e a que produziu as sementes são do mesmo cruzamento, mas plantas diferentes e vulgarmente originadas do mesmo lote de sementes de um cruzamento anterior.

Jaime Combadão

Oncidium fuscatum
Oncidium fuscatum
Oncidium croesus
Oncidium croesus
Oncidium Twinkle
Oncidium Twinkle 'Red Fantasy'
Oncidium Twinkle
Oncidium Twinkle 'Fragance Fantasy'
Miltonia Goodale Moir
Miltonia Goodale Moir
'Golden Wonder' HCC/AOS
Brassocattleya Star Ruby
Brassocattleya Star Ruby



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