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Stanhopea, Gongora e plantas relacionadas


As plantas do género Stanhopea e géneros afins têm folhas grandes e fasciculadas, produzindo flores incríveis com estruturas complexas e intricadas. Também têm mecanismos de polinização, desde passagens em forma de canais a bolsas que possuem uma solução aguada. A maioria tem inflorescências que crescem para baixo, devendo por isso ser plantadas em cestos suspensos ou suportes similares. As flores têm frequentemente um perfume a especiarias e, embora durem pouco, cada planta pode produzir muitas inflorescências ao longo do ano. Os géneros relacionados Paphinia e Peristeria necessitam de temperaturas mais elevadas que outras do grupo, e podem produzir inflorescências verticais.


A luz deve ser clara, com luz directa mas difusa de forma a não queimar as folhas. A maior parte dos cultivadores coloca estas orquídeas em vasos com orifícios e suspensos devido às suas inflorescências pendentes. Os níveis de luz devem ser equivalentes aos das Catleias, idealmente cerca de 30 000 lx.

A temperatura deve ser moderada: 10 a 15 ºC à noite, com temperaturas diurnas entre 20 a 25 ºC no Inverno. As plantas aguentam períodos breves de temperaturas mais elevadas, mas a circulação do ar, humidade e sombreamento devem todos ser aumentados. Muitas espécies florescem no Verão, e colocá-las no exterior nessa estação pode ser benéfico. Expô-las gradualmente à luz mais forte para evitar queimar as folhas.

A rega deve ser em abundância para a produção de pseudobolbos fortes e evitar o aparecimento de manchas nas folhas. As Stanhopea e afins podem ser sensíveis à acumulação de sais no substrato, não devendo por isso nunca secar completamente, mesmo durante os meses de Inverno em que o crescimento abranda ou pára. Maus hábitos de rega levam também à perda de raízes nestes géneros, e algumas espécies podem levar muito tempo a recuperar após terem perdido as raízes.

A humidade deve ser elevada (60-80%), mas acompanhada de um bom arejamento.

Fertilizar em intervalos regulares. A maioria dos cultivadores fertiliza as plantas com uma concentração diluída de duas em duas semanas, com uma fórmula equilibrada 20-20-20. As plantas cultivadas em fibra de osmunda apenas necessitam de fertilizações ocasionais.

O transplante deve ser feito preferencialmente logo após o período de floração estival, já que a maior parte das plantas parece crescer o ano inteiro. As plantas que repousam no Inverno podem ser mudadas na Primavera. As melhores florações conseguem-se com grandes touceiras, por isso usam-se geralmente cestos de grandes dimensões. Um substrato com bom arejamento mas que retenha humidade produz aparentemente melhores resultados, como a casca de pinheiro (muitas vezes com adição de esfagno) ou a fibra de osmunda. As plantas vigorosas podem necessitar de ser reenvasadas de três em três anos.

 
 
 
 


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