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Vandas e seus híbridos
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As orquídeas do género Vanda e géneros aliados são, na sua maioria, plantas que apreciam temperaturas elevadas e exposição solar directa, produzindo flores coloridas. Originárias da Ásia tropical, crescem facilmente em climas quentes, onde as plantas podem ser cultivadas em sombra ligeira no exterior, como por exemplo num caramanchão. Nos climas de invernos frios, elas são frequentemente colocadas no exterior no verão, passando o inverno no interior junto de uma janela soalheira, ou o ano inteiro numa estufa. As do género Ascocenda, de porte mais pequeno, suportam melhor o cultivo fora das condições tropicais. |
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A luz é um factor crucial para fazer florir a maior parte das plantas da aliança. Existem três tipos de Vandas: de folhas em forma de tira, semiteretiformes e teretiformes (forma cilíndrica). O primeiro tipo tem folhas mais largas e planas, enquanto que os tipos teretiformes possuem folhas redondas, com a forma de lápis. As semiteretiformes são híbridos entre os dois tipos, com um formato de folha intermédio. Os tipos teretiformes necessitam de sol pleno, e crescem melhor em climas de luz forte. Numa estufa, colocá-las com cerca de 25% a 35% de sombreamento, reduzindo-o no inverno em caso de tempo enevoado. As folhas devem ser de um verde médio e não verde escuro. Nos climas quentes e soalheiros, qualquer tipo de Vanda pode ser cultivado no exterior (se estiver calor), com sombreamento parcial para os tipos de folhas em tira e para as semiteretiformes (evitar principalmente o sol do meio dia no verão), ou no interior (se estiver frio), numa janela soalheira virada a sul. Nos climas com invernos escuros e enevoados, as Ascocendas são mais aconselhadas. Devem ser cultivadas no exterior durante o verão, passando o inverno no interior expostas a sol pleno. Deve ter-se cuidado e aclimatar as plantas para evitar queimaduras solares nas folhas. A maior parte das Vanda gostam de calor; recomendam-se mínimos nocturnos de 12ºC no inverno. As plantas podem suportar temperaturas mais baixas por períodos curtos se não houver vento. As temperaturas óptimas situam-se entre 15 a 22 ºC para as noites, com máximas diurnas de 35ºC. Temperaturas mais elevadas significam um crescimento mais rápido, o que terá que ser contrabalançado com um aumento da humidade, circulação do ar e regas e adubações mais frequentes. Para um crescimento óptimo, os dias devem ser quentes e húmidos. As regas devem ser abundantes quando as plantas estão em crescimento activo, mas as raízes devem secar rapidamente. Por este motivo, e devido ao seu extenso sistema radicular, elas são geralmente cultivadas em cestos de ripas, ou em vasos com substratos de larga granulagem. Se colocadas em locais quentes e soalheiros, provavelmente necessitarão de regas diárias. Regar com parcimónia durante o inverno ou com tempo enevoado. O valor ideal para a humidade situa-se nos 80%, o que é fácil de atingir nos climas tropicais. Numa estufa, consegue-se mais facilmente esse valor através do uso de um refrigerador por evaporação. No interior, colocar as plantas em tabuleiros com cascalho parcialmente cheios com água. Deve providenciar-se uma forte circulação do ar. Durante o tempo quente, fertilizar semanalmente com um adubo equilibrado (tipo 20-20-20) nas doses totais recomendadas, ou a um quarto da concentração em todas as regas. Com tempo enevoado, fertilizar em intervalos de duas a quatro semanas. O transplante deve ser feito na primavera. As plantas cultivadas em cestos não necessitam de ser mudadas com muita frequência, apenas quando o substrato se começar a degradar. Colocar a planta, cesto incluído, num recipiente com água para tornar as raízes aéreas mais flexíveis, e depois, sem a retirar do cesto velho, colocá-la dentro de um cesto maior. Quanto às plantas em vasos, devem ser colocadas num vaso ligeiramente maior, posicionando a planta no centro do vaso. Usar um substrato de larga granulagem, que pode ser casca de pinheiro, fibra de feto arbóreo ou carvão, acondicionando-o à volta das raízes. Manter as plantas sombreadas e a humidade elevada, deixando as raízes mais secas até ao aparecimento de novas raízes. Não usar vasos demasiado grandes. |
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